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Netflix ameaçada? O império contra-ataca

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Entenda os impactos da concorrência para a gigante do streaming

Por Maria Gabriela Zanotti
A Netflix inovou o modo de consumo de filmes e séries e o resultado se mostra não só pelo valor das ações da empresa, que legitima a sua rentabilidade, como também pela observação diária dos nossos hábitos. É cada vez mais comum estar no ônibus ou no metrô e encontrar pessoas assistindo alguma coisa em seus celulares. Quando estão a sós, a maratona é de novos lançamentos de filmes e séries originais da Netflix, que ganham cada vez mais espaço e possuem a função de baixar – garantindo uma estabilidade de conexão e, possivelmente, internet até o fim do mês.
No entanto, estar acompanhado não significa que o streaming ficará de fora, afinal, muitas conversas são pautadas pelos novos lançamentos de interesse comum entre os amigos. “E aí, você viu que vai lançar a nova temporada de La Casa de Papel?” e muitas outras frases que são acompanhadas por um empolgado comentário sobre um dos episódios ou até mesmo o silêncio de quem ainda não assistiu. 
Mas se engana quem pensa que o streaming é um mercado explorado apenas pelas pessoas. Na mira das empresas, temos visto um número crescente de gigantes entrando na corrida, como a HBO Go e a Amazon Prime Video, que já lançaram seus próprios serviços sob demanda. Há ainda uma movimentação por parte de empresas sem vínculos fortes com multimilionárias. No entanto, elas têm sido massacradas pela competitividade, o que faz com que seja cada vez mais difícil encontrar um exemplo independente. Esse foi o caso da Hulu, que recentemente foi comprada integralmente pela The Walt Disney Company, mas ainda não está no Brasil. 
Outro streaming vinculado à uma gigante brasileira está conquistando uma fatia generosa da categoria. A Globo Play deu um salto no último ano e atingiu o segundo lugar com 4% do mercado. O poderio do grupo dos Marinho não para por aí, já que eles também são detentores do terceiro e quarto lugar com o Telecine Play e Sky Online, respectivamente. Estaria o império da Netflix sendo ameaçado por tantas concorrentes aqui no Brasil?
Ao todo, são 78 plataformas ativas por aqui, segundo a pesquisa realizada pela Bussiness Bureau, em que todas trazem opções diferentes em seu catálogo e suas próprias produções exclusivas para aumentar ainda mais a disputa – sendo este o divisor de águas para o consumidor decidir qual das plataformas irá pagar. 
NETFLIX AMEAÇADA - infográfico final

Qualidade x Quantidade

A Netflix, por exemplo, opta por investir em uma quantidade bem grande de produções próprias e impulsionar a divulgação destas nas redes sociais como se cada filme fosse a sensação do momento – mesmo que os três maiores filmes de comédia romântica Originais Netflix (Para Todos os Garotos que já Amei, A Barraca do Beijo e Sierra Burgess é Uma Loser) tenham apresentado praticamente a mesma história. Já a estratégia do serviço da HBO, por sua vez, está numa base de fãs consolidada e no grande investimento em um número limitado de séries – como fizeram com Game Of Thrones. 
Levando em conta a quantidade de títulos trazidos pelas plataformas, os burburinhos envolvendo a nova promessa de streaming, Disney+, parecem levar à uma ameaça sem muitas armas. Isso porque, mesmo reunindo em seu catálogo todo o acervo de filmes de maior bilheteria que o grupo Walt Disney possui (Star Wars, Marvel, Pixar e outros), o número de títulos não chega a 20% do catálogo da Netflix, segundo a Variety. Ou seja, se por um lado a plataforma promete um conteúdo com qualidade elevada, o que tange a quantidade ainda fica muito abaixo da vermelhinha. 
Afinal, nem só de Vingadores vive o fã de filmes e séries. É difícil acreditar que a Netflix vai perder assinantes quando ainda possui uma infinidade de títulos exclusivos e têm sido muito inventiva em suas produções, como foi o caso de Black Mirror Bandersnatch – que trouxe um outro grau de interação em que você mesmo pode participar do filme e escolher o seu final. Isso só mostra o quanto ainda há o que explorar neste mercado de streaming que junta comodidade, tecnologia e interação visando o fazer da arte audiovisual (e o dinheiro, obviamente). 
O streaming só está começando a nascer como possibilidade e a arte nunca teve limites. Talvez ainda seja cedo para dar um diagnóstico concreto, mas tudo aponta que existe espaço para que todas estas possam coexistir como serviços que compartilham de um mesmo mercado. Isto porque, apesar de tantas opções, a Netflix se mantém firme e forte com lançamentos mensais, ao passo que as outras plataformas seguem em evolução. Cada uma no seu quadrado, mas crescendo sem que haja atrito aparente entre elas. 
Cabe então ao consumidor – eu, você e os amigos que assistem séries no metrô –  escolher qual é o serviço (ou os serviços, no caso de quem consegue assinar mais de um) que é mais agradável para o seu interesse. Seja pela interface, abordagem ou peso do catálogo. E nesse quesito é uma questão de gosto mesmo. Se levarmos em consideração que as produções exclusivas são o fator que tem mais peso na escolha final dos fãs de filmes e séries, cada uma das plataformas tem um modo de operar o seu catálogo em relação à periodicidade dos lançamentos os elementos estilísticos dos produtos.

Redação

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